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sábado, 2 de novembro de 2013

Medalha Pedro Ernesto - CMRJ



Ao longo dos 30 anos em que a Câmara Municipal do Rio de Janeiro funciona no Palácio Pedro Ernesto, foram criadas homenagens para que os vereadores, representantes da população carioca, pudessem agraciar àqueles que se destacaram na sociedade brasileira ou internacional. A Medalha de Mérito Pedro Ernesto é a principal Comenda que o Rio de Janeiro possui. 



E, como não poderia deixar de ser, em setembro de 2010, Mãe Martha foi agraciada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com Medalha de Mérito Pedro Ernesto, a principal Comenda do Rio de Janeiro, que representa a principal homenagem que o Rio de Janeiro presta a quem mais se destaca na sociedade brasileira ou internacional. 

E, agora, no proximo dia 21 de novembro Mãe Martha estará recebendo mais uma homenagem, desta vez pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ.








sábado, 21 de setembro de 2013

Comemoração do Aniversário de Mãe Martha

No dia 23 p. vindouro Mãe Martha esta comemorando mais um ano de vida. E iniciando as comemorações, deixo aqui uma nova mensagem e um poema de Martha Medeiros, que diz:

Por que as pessoas entram na sua vida?
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

 Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.


Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".


Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.


Pare aqui e simplesmente SORRIA


"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

terça-feira, 9 de julho de 2013

Homenagem aos Pretos Velhos


Ola, sei que ando meio sumida, mas o tempo não para. No sabado dia 05 de julho, fizemos um almoço em homenagem aos Pretos Velhos. Foi muito bonito e cheio de axé. A feijoada estava excelente, pos foi feita com muito amor pela Marcia de Oya. Afinal eles fazem parte dos nossos ancestrais e merece nosso respeito.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ekedi Sinha da Casa Branca

 

Encontrei este video da Ekedi Sinha, que tem como função zelar, acompanhar, dançar e cuidar do terreiro e do Orixá do terreiro da Casa Branca, em Salvador, participa do Conselho Estadual de Recursos Hídricos da Bahia. Para ela, "quando a gente respeita, a gente ama. E quando a gente ama, a gente cuida". Sabias palavras.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hoje é dia de Santo Antonio



Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, se desfez de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.

Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio (que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.

Cada um dos 16 orixás - as entidades cultuadas no candomblé e na umbanda - corresponde a um ou mais santos católicos. Dá para explicar essa ligação contando um pouco da história do período colonial no Brasil. Naquela época chegaram ao país os primeiros africanos de origem ioruba, um povo que ocupava a região onde hoje ficam Nigéria, Benin e Togo. A religião dos iorubas era o candomblé, mas eles aportaram no Brasil como escravos e não podiam cultuar suas divindades livremente – como se sabe, a religião oficial do país era (e é) o catolicismo. Por causa dessa proibição, os escravos começaram a associar suas divindades com os santos católicos para exercerem sua fé disfarçadamente.

Assim como o candomblé, a umbanda também cultua os orixás. Mas os umbandistas representam essas divindades com imagens diferentes, além de cultuarem outros três espíritos, o preto-velho, o caboclo e a pomba-gira. Nenhum deles aparece no candomblé.

Para a umbanda e o candomblé, Ogum é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o "santo casamenteiro", ou com São Jorge, santo guerreiro que é representado matando um dragão.

Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, que se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobssessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.

Segundo a história na Bahia Santo Antonio representa o Orixá Ogun.

Salve, salve Santo Antonio.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Minha história com o Axé

Salvador
Dando continuidade a história do Axé, hoje venho falar um pouco de mim. Na minha bagagem espiritual posso acrescentar que inicialmente freguentava uma casa desde os meus quatorze anos, onde, em julho de 1978 me iniciei no candomblé de Keto, tendo como orixá de frente Yemanjá. 

 Minha história com o Ile Ala, começa nos idos de 1984/85 através da minha inesquecível amiga  Marcinha.

Recordo-me como se fosse hoje o seu chá de panela onde estive e tive a oportunidade de conhecer Mãe Martha, muito elegante e centrada. Era um feriado e saimos para comprar filme para máquina fotografica, foi uma tarde de muita alegria e descontração. 

Na mesma época, também, conheci Mãe Ivone senhora arrojada, sincera e, acima de tudo, guerreira e nosso vinculo espiritual foi ficando cada vez mais próximo. 

No inicio de janeiro de 1986, ao patrocinar uma causa trabalhista, ouvia sempre Mãe Ivone aclamar Xango. Um dia perguntei: a Senhora é do Santo? E, ela, com aquela simpatia que lhe era peculiar, me respondeu: Martha é Yalorixa e naquele mesmo mês e ano ingressei no Ile Ala Casa de Oxalá e Oxum. 

Pois é, trancorreu vinte e sete anos os quais tive a oportunidade de acompanhar cada tijolo assentado e o verdadeiro amor ao Axé, tendo como mentoras: Mãe Ivone, Marcinha de Oxum e a Yalorixa Martha d'Oxoguiã

Com efeito, eu era uma pessoa muito ocupada, advogada militante, tinha obrigações profissionais inadiáveis, viaja muito e somando-se a isto, ainda, participava de concursos para Juiz do Trabalho, acrescentando a minha agenda mais atribuições do que podia imaginar, mais era jovem e tentava conciliar o meu tempo da melhor forma possível. E, quando sobrava um tempinho estava eu lá no Axé, buscando energia e sabedoria para dar continuidade as minha atividades profissionais.

Com o passar o tempo, e chegando a uma certa idade passamos a organizar nosso tempo na sua verdadeira proporção e com isto passamos a valorizar, também, o que somos e o que podemos ser sem medo de errar. 

E, após uma desilução, finalmente, em setembro de 2008, reencontrei o caminho do Orixá, de forma plena e participativa, tendo, inclusive, sendo contempla por Oxalá com o Cargo de Yaefun do Axé, função esta que procuro exercer com muita responsabilidade e respeito.

E, finalmente, e após longo anos, minha mãe Yemanjá teve sua gloriosa festa de sete anos, que ocorreu em 12 de janeiro de 2013.

Sei que entre minha iniciação no camdomblé e a obrigação de sete anos, transcorreram muitos anos, mais acredito, que tudo tem o seu tempo e sua hora para acontecer.